Sinto-me angustiada há alguns meses. De um, amo o romantismo, a forma poética de dirigir-se aos seus sentimentos. Mas é mais cabível, à situação e a mim, o físico, a sensibilidade e o estilo jovial de outro. Divido-me, me perco, não sinto o prazer da saudade já que ao saciá-la não posso assim fazer por completo, como minh'alma e meu coração suplicam. Misturar dois em um seria o perfeito, gerando imperfeições mais perfeitas ainda.
Quisera eu sofrer, como muitas, por um amor platônico. Sofro por amores reais e cabe também a mim cessar esse sofrimento. Mas aí é que está o problema! Um eu posso encarar, mergulhar; Noutro só posso mergulhar, encarar seria demais, não se encara o intangível... Entende? Nem eu! É complicado, às vezes me sinto a única nessa situação, da qual muitos não fazem idéia, alguns acham que entendem e poucos, pouquíssimos, vivem.
Se eu pudesse escolher, pode ter certeza, que optaria por ser mais uma, comum, adolescente. Dessas que leem sagas surreais e melosas, que fazem apologia a revistas de moda; Que se apaixonam e 'desapaixonam' facilmente, que se derretem e não acham ridículo ouvir um 'eu te amo' proferido precocemente; Que não são tão exigentes, que têm apenas sentimentos fugazes. Infelizmente, ou não, não dá pra escolher. Compensações sempre existem. Acho que para inúmeras coisas a minha é essa de ser uma incógnita. Afinal, qual a graça em ser previsível?!