sexta-feira, 12 de março de 2010

falso cognato, meu bem!

Preciso me habituar a postar pequenos textos, quando der vontade. Só venho aqui quando estou emocionalmente ferida ou decepcionada, e, acho que com isso passo a impressão de dar total valor ao amor. Rá! Que nada! O fato é que costumo falar de amor mas não daquele amor de homem x mulher, o qual nos olhares há malícia e coisa e tal, mas como não gosto de dar determinados detalhes acabo dando a entender outras coisas... sendo franca, só escrevo para que num futuro, próximo ou distante, eu possa reler meus textos e relembrar momentos e sensações. Por pior que sejam.

 

quarta-feira, 10 de março de 2010

indecisão

Às vezes eu não sei o que quero da minha vida. Que ela passe voando e que chegue logo a fase em que eu possa cuidar de mim, sem opiniões não-pedidas, que eu possa, finalmente, ser dona do meu nariz. Ou que ela passe num slow motion pra eu não perder alguns prazeres que julgo serem momentâneos.


terça-feira, 2 de março de 2010

Hoje me peguei pensando na vida, nos amores, nos desencontros e nos encontros; Foi como se eu estivesse sonhando acordada. Olhar fixo, mão no queixo, papel e lápis em mãos e quando dei por mim havia sob minhas mãos um papel com a frase: UMA DOR CURA A OUTRA e vários corações desenhados desordenadamente; Um deles de paraquedas. O mais forte, o qual mais preenchi de carbono. Mas ao mesmo tempo eu o via com um par de asas e chifres, bem assim, ambíguo. 

Ainda não consegui definir o que se passa com o meu inconsciente, o que ele quer me dizer; Mas vou guardar e repensar sobre o desenho até chegar a uma conclusão, uma saída, uma dica. Ah, que doido isso! Quando não é o coração é o ID. Desprezível.

 

Sinto-me angustiada há alguns meses. De um, amo o romantismo, a forma poética de dirigir-se aos seus sentimentos. Mas é mais cabível, à situação e a mim, o físico, a sensibilidade e o estilo jovial de outro. Divido-me, me perco, não sinto o prazer da saudade já que ao saciá-la não posso assim fazer por completo, como minh'alma e meu coração suplicam. Misturar dois em um seria o perfeito, gerando imperfeições mais perfeitas ainda.

Quisera eu sofrer, como muitas, por um amor platônico. Sofro por amores reais e cabe também a mim cessar esse sofrimento. Mas aí é que está o problema! Um eu posso encarar, mergulhar; Noutro só posso mergulhar, encarar seria demais, não se encara o intangível... Entende? Nem eu! É complicado, às vezes me sinto a única nessa situação, da qual muitos não fazem idéia, alguns acham que entendem e poucos, pouquíssimos, vivem.

Se eu pudesse escolher, pode ter certeza, que optaria por ser mais uma, comum, adolescente. Dessas que leem sagas surreais e melosas, que fazem apologia a revistas de moda; Que se apaixonam e 'desapaixonam' facilmente, que se derretem e não acham ridículo ouvir um 'eu te amo' proferido precocemente; Que não são tão exigentes, que têm apenas sentimentos fugazes. Infelizmente, ou não, não dá pra escolher. Compensações sempre existem. Acho que para inúmeras coisas a minha é essa de ser uma incógnita. Afinal, qual a graça em ser previsível?!