sábado, 2 de outubro de 2010

isso, aquilo e mais um pouco

Eu ando tão cansada de tudo. Da minha vida, das pessoas, da minha nostalgia, das falhas repetitivas, das provas, dos professores. Das responsabilidades, das ausências, das deficiências, das incertezas. De 2010. De Setembro.
 Você nunca vai entender o que eu quero, você nunca vai fazer o que quer. Você sempre vai ficar em cima do muro, para na primeira oportunidade pular para o lado que mais lhe favorece. Você nunca vai impedir que as fases da lua te modifiquem, você nunca vai me dar o que quero. Você nunca vai entender, você nunca vai fazer, você nunca vai ser. Você já foi, mesmo sem ser.

sexta-feira, 12 de março de 2010

falso cognato, meu bem!

Preciso me habituar a postar pequenos textos, quando der vontade. Só venho aqui quando estou emocionalmente ferida ou decepcionada, e, acho que com isso passo a impressão de dar total valor ao amor. Rá! Que nada! O fato é que costumo falar de amor mas não daquele amor de homem x mulher, o qual nos olhares há malícia e coisa e tal, mas como não gosto de dar determinados detalhes acabo dando a entender outras coisas... sendo franca, só escrevo para que num futuro, próximo ou distante, eu possa reler meus textos e relembrar momentos e sensações. Por pior que sejam.

 

quarta-feira, 10 de março de 2010

indecisão

Às vezes eu não sei o que quero da minha vida. Que ela passe voando e que chegue logo a fase em que eu possa cuidar de mim, sem opiniões não-pedidas, que eu possa, finalmente, ser dona do meu nariz. Ou que ela passe num slow motion pra eu não perder alguns prazeres que julgo serem momentâneos.


terça-feira, 2 de março de 2010

Hoje me peguei pensando na vida, nos amores, nos desencontros e nos encontros; Foi como se eu estivesse sonhando acordada. Olhar fixo, mão no queixo, papel e lápis em mãos e quando dei por mim havia sob minhas mãos um papel com a frase: UMA DOR CURA A OUTRA e vários corações desenhados desordenadamente; Um deles de paraquedas. O mais forte, o qual mais preenchi de carbono. Mas ao mesmo tempo eu o via com um par de asas e chifres, bem assim, ambíguo. 

Ainda não consegui definir o que se passa com o meu inconsciente, o que ele quer me dizer; Mas vou guardar e repensar sobre o desenho até chegar a uma conclusão, uma saída, uma dica. Ah, que doido isso! Quando não é o coração é o ID. Desprezível.

 

Sinto-me angustiada há alguns meses. De um, amo o romantismo, a forma poética de dirigir-se aos seus sentimentos. Mas é mais cabível, à situação e a mim, o físico, a sensibilidade e o estilo jovial de outro. Divido-me, me perco, não sinto o prazer da saudade já que ao saciá-la não posso assim fazer por completo, como minh'alma e meu coração suplicam. Misturar dois em um seria o perfeito, gerando imperfeições mais perfeitas ainda.

Quisera eu sofrer, como muitas, por um amor platônico. Sofro por amores reais e cabe também a mim cessar esse sofrimento. Mas aí é que está o problema! Um eu posso encarar, mergulhar; Noutro só posso mergulhar, encarar seria demais, não se encara o intangível... Entende? Nem eu! É complicado, às vezes me sinto a única nessa situação, da qual muitos não fazem idéia, alguns acham que entendem e poucos, pouquíssimos, vivem.

Se eu pudesse escolher, pode ter certeza, que optaria por ser mais uma, comum, adolescente. Dessas que leem sagas surreais e melosas, que fazem apologia a revistas de moda; Que se apaixonam e 'desapaixonam' facilmente, que se derretem e não acham ridículo ouvir um 'eu te amo' proferido precocemente; Que não são tão exigentes, que têm apenas sentimentos fugazes. Infelizmente, ou não, não dá pra escolher. Compensações sempre existem. Acho que para inúmeras coisas a minha é essa de ser uma incógnita. Afinal, qual a graça em ser previsível?!

 

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Hoje eu pude perceber o quanto me irrito com agressões a animais! Fui capaz de xingar quem estava por perto e principalmente o autor do feito. Foi acidental, eu sei, mas que se lasque! Eu quero mais é me expressar... já que estou tentando despertar essa habilidade em mim.

Sou um turbilhão de sentimentos e sensações numa única fração de segundo, acredite, ou não, eu não te peço pra acreditar nem entender; Nem eu consigo, só sei que é assim.

Posso me sentir totalmente no auge do amor e mergulhar intensamente no ódio, assim, numa respiração, num piscar de olhos, numa batida do coração...

 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Eu não me entendo, não entendo também essa diversidade de 'eu' que encontro em mim; A dificuldade com que me expresso, a facilidade com a qual sorrio e a intensidade que amo. Amar?! Essas cartas já são marcadas e mesmo que se queira não é possível escapar da mesma rotina repetitiva de séculos e séculos... que saco! A natureza foi maldosa aos nos dar coração e um inconsciente. Eu viajo nos meus pensamentos, saio daqui rumo a sei-lá-onde e dou uma passadinha em Worderland. Às vezes penso muito e tento controlar tudo, dizer tudo conforme regras ortográficas e com um toque poético; Noutras nem tanto assim, ajo por instinto.  Assim, estúpida, impensante, intensa e seguida de uma enorme dose de peso na maldita da consciência. 

Em geral costumo ser impulsiva, faz parte de mim isso, essa sou eu... ou ao menos era. Falar e agir duas vezes antes de pensar nem sempre tem suas vantagens e eu pude assistir a isso diretamente do palco! Essa minha mania controladora e esse perfeccionismo misturado com preguiça me levam a sempre ter um freio de mão mas nunca controlá-lo deveras. Se o puxo: decepciono, se o solto: magoo; Hei! 'eu', qualquer dos inúmeros, está na hora de decidir o que ser e como agir, por instinto e impulsos ou premeditações e planos?!

Várias vezes, por frações de segundo, consegui ser controladora dos meus eus e atuar com o meu tradicional impulso. Então fui mal interpretada, vista com um olhar de espanto e recebida com meios sorrisos. O que agrada, de fato, as pessoas? Pessoas normais a seus pontos de vista e que sigam uma regra estipulada indiretamente pela sociedade? AH, que monotonia!

Ontem agi errado, em termos. Consegui controlar meu impulso de ir abraçá-lo ao vê-lo mas não consegui controlar meu hábito de seguir em frente, sem olhar pra trás... nem meu coração, que inda desatina a doer feito dor que não sei dizer. O bolo de festa sempre é mais gostoso no dia seguinte, quando não mais se tem; Sempre achamos que a receita seria bem mais saborosa se mudássemos algum ingrediente aqui ou ali ou se fizéssemos de outro jeito; E o pior dessa minha vida é amar alguém, que é real, porém só existe na minha cabeça, platonicamente perfeito com suas imperfeições. Mas isso fica pra outro dia, outro desabafo, outra tentativa de explicar um pouco o quão confusa sou e me sinto. Aliás, já misturei tudo, pra variar.